O Telefone Preto 2 distribuído pela Universal Pictures e produzido pela Blumhouse temos uma sequência de um filme que não necessariamente precisava de uma, mas felizmente ganhou uma.
Este segundo filme tem a presença ilustre de Ethan Hawke reprisando seu papel como O Sequestrador, o ator Mason Thames de Como treinar seu dragão e Madeleine Mcgraw.
O filme tem muito sucesso em quase tudo que se propõe mesmo tendo tomado a decisão arriscada de mudar a estrutura do seu vilão.
Durante todo o longa tem diversas cenas do mundo sobrenatural em sobreposição ao mundo físico e assim como no primeiro isso funciona muito bem.
O Telefone Preto 2 se difere de outras sequências de filmes de terror por ter realmente o que contar, mas felizmente repete o fenômeno de Sorria 2 que é, ter um segundo filme melhor que o primeiro.

Telefone Preto 2 | Universal Pictures
A maquiagem, suas montagens e boa fotografia são um show a parte, e quanto a isso é muito superior ao seu predecessor, da qual dava para notar um valor de produção mais baixo.
Deve ser ressaltado que Telefone Preto 2 não é do tipo que contém muitos sustos, apesar de ter cenas fortes e com muita tensão.
Assim como no filme original, a parte mais interessante é a mediunidade da irmã do protagonista, por isso nesse filme eles dão mais protagonismo a ela muito acertadamente.
Logo de início nós temos uma mudança de ambientação, da cidade pequena nos anos 80, para um acampamento no meio das montanhas, poderia ter virado algo clichê, mas o clima de inverno lhe torna bem diferente.

Telefone Preto 2 | Universal Pictures
Apesar de nos dar certas explicações sobre o serial killer, que geralmente é algo bem prejudicial para figuras do universo de terror, o longa não se perde nisso.
Falando do assassino e sua mudança que afeta o seu tipo de ameaça da qual era pautada na sua força física e agora é na sua quase onipresença e invisibilidade.
Algo que difere muito dos trailers é a presença em si do protagonista por um fator muito simples, não havia mais o que desenvolver com o personagem dele.
Há um retorno bem inesperado do ator Miguel Mora como irmão gêmeo (nunca mencionado) de uma das vítimas do primeiro filme, apesar do carisma do ator, mesmo durante todo o longa, não há uma justificativa para essa volta.

Telefone Preto 2 | Universal Pictures
O pai dos irmãos Finn e Gwen tem seu papel extremamente reduzido e modificado em relação ao seu predecessor, pois lá ele fazia parte do horror do filme por conta do seu abuso físico e alcoólico, da qual deixa de existir.
É necessário ressaltar que existe, uma montagem e edição de cenas extremamente charmosa e bem feita em Telefone preto 2, que de destaca no seu gênero.
Certas decisões foram bem tomadas nas cenas de violência, pois apesar de serem com crianças, elas não são menos intensas, mas para não ficar gráfico demais, o diretor apela pra sugestão de maneira bem competente sem tirar o peso do assassino.
O filme em si é uma ótima experiência que vale muito ser visto em uma sala de cinema, mas o que realmente assusta antes, durante e depois do longa é que essa franquia se estenda muito, como tantas outras, que quanto mais filmes tem, menos qualidade possui.
Portanto é uma obra excelente, com várias qualidades e méritos, com boas atuações, boa direção, efeitos ótimos, que foge de ser um caça níqueis, porém não é dado um ponto final definitivo, pois se nem matando o vilão deteve haver uma sequência, então o que deterá existir outra?


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